Economia
Você sabia que caju não é fruta?
Mesmo não sendo fruta, o caju é um dos produtos mais importantes no nordeste brasileiro; entenda seus benefícios e comercialização
Redação Agro Estadão*
09/10/2024 - 08:20

Você sabia que o caju não é fruta? Sim, o que consideramos como fruto é, na verdade, o pedúnculo carnoso da planta, enquanto a verdadeira fruta é a castanha.
Para os produtores rurais, essa distinção pode não parecer relevante à primeira vista, mas entender a diferença é essencial para a comercialização correta e para aproveitar ao máximo o potencial desse cultivo.
De acordo com o IBGE, a estimativa de produção de castanha de caju in natura no Brasil em 2024 é de 145,3 mil toneladas, representando um aumento de 24,4% em relação a 2023. Esse crescimento destaca a relevância econômica do caju, especialmente para os pequenos e médios produtores do Nordeste.
O que é o caju?
O caju (Anacardium occidentale) é uma planta nativa do Brasil, composta por duas partes principais: o pedúnculo (a parte carnosa que muitos consideram como a “fruta”) e a castanha de caju, que é o verdadeiro fruto.
Essa planta tem grande relevância econômica, com cultivo especialmente em estados como Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, gerando emprego e renda para pequenas e médias propriedades.
Caju não é Fruta: entenda a diferença entre fruto e pseudofruto
Do ponto de vista botânico, o caju não é uma fruta porque o pedúnculo carnoso não se desenvolve a partir do ovário da flor. Já a castanha, localizada na ponta do pedúnculo, sim – por isso ela é a fruta.
Então, o pedúnculo é um pseudofruto, assim como a maçã e o morango, que também não são frutos verdadeiros.

Produção de caju no Brasil e no mundo
O Brasil se destaca como um dos maiores produtores de castanha de caju, com o Ceará sendo o líder entre os estados.
Segundo a Abrafrutas, o Brasil possui mais de 400 mil hectares dedicados ao cultivo do caju, exportando principalmente para os Estados Unidos e Europa. No entanto, o mercado interno também é expressivo, com o caju sendo amplamente consumido de diversas formas.
Outros países, como Índia e Vietnã, também são grandes produtores de castanha de caju, competindo com o Brasil no mercado internacional.
A produção global tem crescido devido à alta demanda por alimentos saudáveis e versáteis, e o caju se posiciona como um produto com grande potencial de mercado.
Comercialização do caju: oportunidades e desafios para os produtores
A comercialização do caju oferece grandes oportunidades tanto no mercado interno quanto no externo. A crescente demanda por alimentos saudáveis, como a castanha de caju, tem aumentado o valor das exportações brasileiras.
No entanto, os produtores enfrentam desafios logísticos, como a necessidade de armazenamento adequado e a competitividade global com outros grandes produtores.
A produção de caju, com seu vasto potencial nutricional e econômico, continua a ser uma fonte valiosa de renda para pequenos e médios produtores no Brasil. Por isso, investir no cultivo e processamento pode garantir renda estável e crescimento sustentável.
Mesmo que o caju não seja uma fruta, ele se afirma como um dos produtos agrícolas mais promissores para o futuro. E já foi até tema de samba-enredo no Carnaval.
Benefícios do caju e da castanha de caju


1. Rico em vitamina C
O pedúnculo do caju possui níveis extremamente altos de vitamina C, ajudando a fortalecer o sistema imunológico, combater infecções e melhorar a absorção de ferro. Com até cinco vezes mais vitamina C do que a laranja, é um poderoso aliado contra anemias e resfriados.
2. Ação antioxidante
A castanha de caju é rica em antioxidantes, como polifenóis, que ajudam a proteger as células contra o estresse oxidativo e reduzir o risco de doenças crônicas, incluindo câncer e doenças cardíacas.
3. Benefícios anti-inflamatórios
As substâncias presentes tanto no pedúnculo quanto na castanha têm propriedades anti-inflamatórias, que auxiliam na prevenção de doenças inflamatórias, como a artrite.
4. Promove a saúde cardiovascular
A castanha de caju contém gorduras saudáveis, como ácidos graxos monoinsaturados e poli-insaturados, que ajudam a equilibrar os níveis de colesterol, protegendo o coração.
5. Rico em minerais essenciais
A castanha de caju é uma excelente fonte de minerais como ferro, zinco e magnésio, fundamentais para o bom funcionamento do corpo, especialmente na produção de glóbulos vermelhos e no fortalecimento do sistema imunológico.
6. Ajuda no controle de peso
Por ser rico em fibras e gorduras boas, o caju proporciona saciedade, ajudando no controle do apetite. O consumo moderado de castanha pode auxiliar em dietas de controle de peso.
7. Benefícios para a pele e cabelos
A presença de antioxidantes e ácidos graxos na castanha de caju a torna um ingrediente importante em cosméticos. Esses compostos ajudam a melhorar a saúde da pele e dos cabelos, protegendo contra os efeitos do envelhecimento.
8. Fonte de energia
Rico em carboidratos e proteínas, o caju é uma excelente fonte de energia, sendo uma boa opção de lanche para quem pratica atividades físicas ou tem uma rotina agitada.
9. Uso industrial versátil
A castanha de caju também é usada em várias indústrias. O líquido da casca da castanha, por exemplo, é utilizado na fabricação de lubrificantes, tintas e até produtos farmacêuticos. O pedúnculo é aproveitado na produção de sucos, licores e compotas, aumentando ainda mais o valor da planta.
*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão
Siga o Agro Estadão no Google News e fique bem informado sobre as notícias do campo.
Newsletter
Acorde
bem informado
com as
notícias do campo
Mais lidas de Economia
1
Em investigação, China aponta 'dano grave' à indústria de carne bovina e notifica OMC e exportadores
2
Fim do papel: produtores rurais terão de emitir nota fiscal eletrônica em 2026
3
Feiras do agro 2026: calendário dos principais eventos do setor
4
Começa a valer obrigatoriedade de emissão de nota fiscal eletrônica
5
Salvaguarda à carne bovina: Câmara Brasil-China vê desfecho favorável ao setor brasileiro
6
Menos pão, mais carne: canetas emagrecedoras redesenham demandas do agro brasileiro
PUBLICIDADE
Notícias Relacionadas
Economia
UE diz estar pronta para implementar acordo provisório com Mercosul
Declaração foi feita ao fim da cúpula da UE em Bruxelas, após líderes nacionais levantarem o tema em debates sobre rumos e decisões do bloco
Economia
Peru habilita primeiras unidades brasileiras para exportar farinhas bovinas
Mercado aberto em 2024 tem primeiras habilitações, permitindo os embarques de farinha de carne e ossos e hemoderivados.
Economia
Aprosoja MT: piso mínimo do frete amplia custo e compromete competitividade
Para a entidade, atual metodologia tem inconsistências estruturais relevantes e desconsidera a dinâmica real do mercado
Economia
São Paulo firma parceria com fundo sueco para expandir cadeia do biometano
Projeto prevê R$ 5 milhões para estudos de expansão da produção de biometano e e aproveitamento de resíduos do setor sucroenergético
Economia
Turquia lidera compras de gado em pé do Brasil e impulsiona recorde histórico
As exportações brasileiras avançaram quase 5% em 2025 e atingiram novo patamar histórico, superando 1 milhão de cabeças
Economia
CNA: liberalização tarifária não garante acesso efetivo ao mercado europeu
Confederação lembra que entrada de produtos no agro na Europa depende de exigências regulatórias, como o EUDR e salvaguardas
Economia
Soja: Abiove projeta processamento recorde em 2026, de 61 milhões de toneladas
A produção de farelo de soja foi revista para 47 milhões de toneladas e óleo de soja avançou para 12,25 milhões de toneladas
Economia
Grupo Piracanjuba entra no mercado de queijos finos com aquisição da Básel (MG)
Com a operação, a Piracanjuba, que é de Goiás, passa a contar com dez unidades industriais em funcionamento no Brasil